
- Identificação básica
a) Título: Pescadores de Crianças
b) Autor: Charles H. Spurgeon (1834 – 1892)
c) Editora: Casa Publicadora Paulista
d) Número de Páginas: 127
e) Categoria: Família / Pais
- Sobre o autor
a) Nome: Charles Haddon Spurgeon
b) Função: Influente pregador batista britânico no século XIX. Conhecido como “o príncipe dos pregadores”.
c) Experiência: Aos 19 anos tornou-se pastor da New Park Street Chapel em Londres – Inglaterra.
- Ideia central do livro
a) Qual a intenção: Preparar pais, professores, líderes e pastores para compartilhar o Evangelho com as crianças.
b) Qual o fundamento usado: Princípios Bíblicos.
c) Citação que identifica: “É necessária nossa melhor inteligência, nossos estudos mais laboriosos, nossos pensamentos mais sérios, nossos poderes mais brilhantes, para ensinar nossos pequenos. Você não despertará o interesse da criança enquanto você não tiver “esticado” a si mesmo; e, embora pareça uma coisa estranha, é assim. O homem mais sábio precisará exercitar todas as suas habilidades se ele quiser tornar-se um professor bem-sucedido dos jovens.”
- Estrutura e conteúdo
a) Quantos capítulos: 23
b) Título de cada capítulo

c) O que o autor usa: Texto bíblico e comentário pessoal
- Pontos fortes da obra
a) Profundidade bíblica
b) Ensino confrontador
c) Texto objetivo
Para quem este livro é indicado: Pais, professores cristãos, líderes de ensino, pastores e voluntários no ministério infantil.
Avaliação final
Decidi conhecer essa linda obra de Charles Spurgeon quando comecei a ter mais contato com o ministério infantil da minha igreja. Minha intenção era aprender mais para ter a visão correta acerca do trabalho com as crianças.
Este objetivo foi alcançado, mas ele não foi a única dádiva que obtive. O confronto do comentário de Spurgeon, fundamentado na Palavra, foi muito necessário para minha tarefa maternal.
A cada capítulo lido, sentia ( e ainda sinto) uma profunda necessidade de buscar mais a presença do Senhor para estar capacitada a “pescar” meu filho e todas as crianças que estão inseridas no contexto do ministério infantil.
Até por isso, eu assim fiz e recomendo: Não tenha pressa em terminar essa leitura. O texto é muito estimulante e muitos correm o risco de estar ansiosos por ler a próxima página. Porém, para que os ensinamentos aqui apresentados de fato cumpram o objetivo de provocar uma mudança de visão e de postura de pais, líderes, pastores e voluntários, é necessária a reflexão.
Muito mais do que apresentar técnicas e formas corretas de lidar com os pequenos, Charles Spurgeon propõe uma adequação radical da forma como os vemos. No capítulo seis, ao trabalhar o texto onde os discípulos tentaram afastar as crianças de Jesus, o autor esclarece: “Não diga que a criança pode não vir, enquanto ela não for como um homem, mas saiba que você não pode vir enquanto você não for como uma criança. Não há nenhum problema na maneira da criança não ser como você é; a dificuldade está em você, não na criança. Em vez de a criança precisar esperar até crescer e se tornar como um homem é, o homem que deve crescer e se tornar como uma criança. ‘Qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele’ (Marcos 10.15)”
Por fim, essa é uma leitura extremamente necessária para todos, especialmente aqueles que possuem a responsabilidade de cuidar das crianças.

