
Desde que Deus me deu a oportunidade de exercer a maternidade novamente, há quase dois anos, tenho experimentado um universo inteiro de novas situações, sensações físicas e emocionais. Se você é mãe, deve compreender isso de maneira mais clara do que um pai, afinal, não é exclusividade minha estar sujeita às essas complexas circunstâncias que o fato de criar um filho acarreta.
De qualquer forma, meu intuito aqui não é simplesmente revelar minhas peripécias maternas, mas lembrar a você como um dos ensinos do apóstolo Paulo se revela diariamente na vida de uma mãe que já entregou todos os aspectos da sua vida para Deus.
1ª Timóteo 2.15
Criar filhos nunca foi tarefa fácil, ainda que nos pareça que nestes dias está ainda pior. Por outro lado, não é no fato de trazer uma criança ao mundo ou assumir sua criação (no caso de adoção) que nos torna seres humanos dignos de louvor. Aquele que julga a si mesmo uma pessoa mais notável em detrimento de alguém que não é pai ou mãe, não entendeu o propósito maior de ter filhos.
Ter filhos ao nosso redor não é um atestado de uma vida que foi salva por Cristo. Para isso, a fé, o amor e a santificação diária são imprescindíveis. Mas afinal, como esses três aspectos revelam-se na vida de mães e pais na prática?
No que tange a fé, acredito que muitos de nós já fomos provados ao cuidar de uma criança. Quantas vezes eu e você já clamamos a Deus por socorro ao ver nossos filhos doentes ou indo viver uma nova experiência - como frequentar pela primeira vez a creche ou escola? Pequenas vivências podem parecer ordinárias para alguém que olha de fora da situação, mas são exatamente nelas que colocamos a prova nossa fé no Pai Celestial que cuida dos nossos quando não podemos controlar totalmente as circunstâncias.
Amor. Parece tão natural para pai e mãe em relação aos seus filhos, não é mesmo. Embora seja muito bom viver isso, o amor que derramamos sobre os nossos filhos, biblicamente falando, está mais ligado ao doar-se sem esperar retribuição; construir na oração e ensino da Palavra as veredas para que os caminhos da vida das nossas crianças sejam seguros, ainda que essa tarefa seja árdua; suplantar o próprio orgulho quando nossa tranquilidade é descartada pelas atitudes impensadas deles.
Certamente que o exercício do amor vai muito além de risos, abraços e beijos. É um sacrifício diário, constante e que nos conduz ao caminho de entrega e fidelidade, tal como o faz nosso Deus.
Por último, a santificação que se desenvolve na vida de pais e mães é inerente aos dois primeiros aspectos - fé e amor. Não há como desenvolver a salvação que nos foi dada por Jesus dentro da maternidade e paternidade sem nos separar do que é impuro, do que é socialmente aceitável, mas biblicamente condenado.
É por isso que nós pais temos a obrigação de santificarmos a nossa vida e induzir nossos filhos pelo mesmo caminho, de maneira que fiquem protegidos espiritualmente até o momento que terão condições de vivenciar de modo pleno e intenso um relacionamento pessoal com o Senhor.
É só com o exercício diário de fé, amor e santificação que todos nós - pais e filhos - poderemos desfrutar da salvação ofertada gratuitamente.
