
A primeira impressão é a que fica! Será mesmo? O nosso viver em sociedade exige de nós algumas maneiras de ser que, em muitos casos, não passam de mera vitrine. Ninguém gosta de ser recriminado, por mais negativa que seja sua vida.
É por isso que existem "normas sociais" que não são ditas com todas as letras, mas são sistematicamente seguidas por todos nós. Por exemplo: qualquer pessoa que tem o mínimo de juízo não sai por aí sem escovar os dentes antes. Por quê? Ora, você poderia me dizer: pois é fundamental escovar os dentes para manter a saúde bucal. Eu concordo. Mas vamos assumir que este tipo de cuidado é motivado principalmente porque não queremos que as pessoas digam que temos mau hálito. Isso é feio, nojento e uma razão mais do que justificada para que alguém se afaste de nós.
Porém, mais importante do que a primeira impressão, que é a versão mais rasa de quem nós realmente somos, é a nossa realidade íntima. Todos temos defeitos, é óbvio, contudo, acredite, só é possível termos relacionamentos duradouros e profundos quando, mais do que a nossa aparência, abrimos o nosso ser — com virtudes e deformidades — para que o outro conheça. É claro que este posicionamento não pode ser efetivado com toda e qualquer pessoa. É preciso escolher bem quem poderá ter acesso ao nosso coração. Tenha critérios bem definidos para decidir quem pode entrar no seu barco, na sua vida.
Depois que um relacionamento — amizade, paquera, namoro, fraternal, familiar e social — é iniciado, é importante buscarmos com muito mais afinco uma vida de honestidade, caridade e lealdade. Não que o relacionamento deva ser movido por interesse, jamais, contudo, ele é um caminho de duas vias — ida e volta. Se você não age positivamente em favor do outro, como pode esperar que ele faça o mesmo por você? Nesta hora vale aquela lei da física: toda ação gera uma reação.
O Apóstolo Paulo em Filipenses 1.3, quando escrevia para os irmãos que moravam em Filipos, deu uma demonstração de quão valiosa era a relação dele com aquela igreja: "Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós." Olha que maravilha poder ouvir isto: alguém está bendizendo ao nosso Pai pelo simples fato de nós existirmos e termos um relacionamento de qualidade.
Queridos, é claro que todos nós queremos ser abençoados, porém, acredite, muito mais pleno e prazeroso do que isso é ser benção para alguém. O sentimento de dever cumprido e boa ação feita é algo intrínseco em todos nós. Quando Deus nos criou, Ele já pôs esta satisfação no nosso subconsciente, basta que nós a deixemos aflorar.
Atos 20.35
Ter boa fama, virtudes conhecidas e condutas elogiadas por todos é algo que, apesar de ser muito eficiente em inflar o nosso ego, deve ser utilizado como ferramenta para levar Deus às pessoas. Ter essa "moral" é uma forma de, sem palavras, atrairmos alguém para a Verdade. "Sua vida é a Bíblia que o seu vizinho lê." Por isso, se você tem a mania de eximir-se de sua responsabilidade como cristão usando frases como "tô nem aí", "deixe que pensem", "não devo explicações para ninguém pois eu mesmo pago minhas contas", pense bem: o meu comportamento está levando alguém a louvar a Deus?
Louve a Deus com seus lábios, com sua voz, com seu corpo, mas não esqueça que essa adoração, socialmente falando, é passageira. A adoração que fica registrada na mente daqueles que te cercam e que dará o tom para sua história de vida é aquela que é fundamentada no seu comportamento diário e caráter.
