
Salmo 8
Existe uma pequena história fictícia que nos ensina um poderoso princípio: nós vemos o que queremos, independente do que está à frente dos nossos olhos.
Essa ficção conta que, num quarto de hospital, estavam dois homens doentes. Um deles teve a sorte de ter a cabeceira de sua cama posicionada junto à janela. Já o outro não tinha nada além da parede do quarto à sua frente — por isso, sempre pedia para o companheiro descrever a paisagem que estava para fora da janela.
O que ele ouvia diariamente era realmente inspirador. O homem perto da janela dizia: "Vejo um casal de namorados apaixonados, conversando alegremente e aproveitando os momentos juntos. Também vejo um lindo jardim, onde um idoso está sentado calmamente alimentando os pombos enquanto sente o vento fresco no rosto. Há um parque muito belo, com muitas borboletas e crianças brincando de forma segura e contente."
Só de ouvir essa descrição, o doente que estava na outra cama sentia-se muito bem e revigorado. Mas, um belo dia, seu companheiro de quarto veio a falecer, e ele ganhou alta. Tão logo pôde, foi até a janela para ver pessoalmente a paisagem incrível de que tanto ouvira falar.
Qual não foi a surpresa quando se deparou com uma parede mal pintada e velha que ficava do outro lado da janela. Foi então que percebeu que seu colega não via, com os olhos físicos, o que descrevia — mas criava toda aquela cena para transmitir paz e alegria ao amigo de quarto.
Quando o salmista Davi expressa que Deus deixou toda a Sua glória no céu, além de honrar a Deus, ele nos estimula a olharmos para essa maravilhosa obra divina.
Muitos de nós, quando olhamos pela janela e vemos um dia de chuva, preferimos ver as dificuldades que ela trará para a nossa rotina, em vez de glorificar a Deus pela bênção que é a água que rega a terra e a faz frutífera. Quando vemos um sol forte brilhando, preferimos reclamar do calor a ver nisso o poder do Deus criador do universo manifestado.
O grande problema é que essa visão negativista não altera em nada o que Deus é — porém, torna nossos dias amargos e nosso espírito murmurador. Esse é o caminho da autodestruição, o caminho que o inimigo nos propõe e que não devemos aceitar.
Por isso, hoje eu te convido a olhar positivamente pela janela da sua casa e exultar nas maravilhas que revelam o nosso Pai Celestial.
