
- Identificação básica
a) Título: Cartas de um diabo a seu aprendiz
b) Autor: C. S. Lewis
c) Editora: Thomas Nelson Brasil
d) Número de Páginas: 206
e) Categoria: Filosofia e religião
- Sobre o autor
a) Nome: Clive Staples Lewis (1898 – 1963)
b) Função: Professor e tutor de Literatura Inglesa na Universidade de Oxford; Membro da Universidade de Cambridge na cadeira de Inglês Medieval e Renascentista. Escritor de mais de 30 livros e crítico literário.
c) Outros livros escritos: O Problema do Sofrimento (1940); Milagre (1947); Cristianismo Puro e Simples (1952); Crônicas de Nárnia; Anatomia de uma Dor (1961).
- Ideia central do livro
a) Qual a intenção: Demonstrar ao leitor, utilizando-se da escrita ficcional, como o Diabo atua na vida do ser humano para afastá-lo do que é divino, virtuoso e sagrado.
b) Citação que identifica: “A estrada mais segura para o Inferno é gradativa – a ladeira é suave, o solo é macio, sem curvas acentuadas, sem marcos e sem postes indicadores.” (Página 73)
- Estrutura e conteúdo
a) Quantos capítulos: 31
b) Título de cada capítulo: São todas cartas (Carta I, Carta II, Carta III, etc)
- Pontos fortes da obra
a) Linguagem acessível, embora profunda e provocativa.
b) Aproximação de conceitos bíblico-filosóficos do cotidiano do leitor
c) Conteúdo confrontador que esclarece as mais sutis armas do diabo para tirar o ser humano da presença de Deus e conduzi-lo à perdição eterna.
Para quem este livro é indicado: Adolescentes, jovens e adultos de qualquer nível cultural, com interesse em cultivar uma mentalidade esclarecida acerca da fé cristã.
Avaliação final
Tal como descrito na contracapa do livro, a linguagem irônica, astuta e irreverente de C.S Lewis em Cartas de um Diabo a seu Aprendiz é a responsável pelo meu encantamento no segmento de ficção cristã.
Cada carta escrita do “tio Maldanado” – o diabo - para o seu sobrinho “vermelindo” – o demônio em treinamento – é uma afronta a minha humanidade. Em cada uma delas eu fui confrontada em algum aspecto da minha vida espiritual que é revelado no meu comportamento diário.
Por exemplo, na Carta III é abordado o relacionamento do “paciente” com a sua mãe, a pessoa que mora com ele. Nesse sentido ele orienta ao demônio que não lute contra o hábito que seu paciente tem de orar pela mãe, mas que o induza a fazê-lo se preocupar com a alma dela, mas não com as questões práticas da vida, como a doença reumática. Assim, o dito cristão até tem as preocupações genéricas que o cristianismo lhe ensina, mas na prática não exerce a caridade.
Já na Carta IX “Tio Maldanado” orienta seu sobrinho sobre como agir no período de frieza espiritual do seu paciente. “Faça-o presumir que a euforia inicial de sua conversão era para ter durado, que deveria ter se perpetuado para sempre, e que a aridez que ele está sentindo agora é uma condição permanente”. Quantos de nós já não fomos enredados por essas sutilizes do inimigo, não é mesmo?
Pessoalmente, eu acredito que esta obra deve ser objeto de leitura de todo cristão, especialmente aqueles que já tem algum tempo de fé, com maturidade para olhar sua própria vida e perceber as mazelas mentais e emocionais que vivem. Muito mais do que entreter com o humor já típico de C.S Lewis, essa obra descortina muitas questões práticas da fé e traz um excelente ponto de partida para o amadurecimento espiritual.

