
Desde os primeiros momentos fora do ventre materno, somos estimulados de diversas formas para aprender a viver em comunidade. Inicialmente os pais são os agentes principais: é através deles que desenvolvemos a capacidade nata de nos comunicar, movimentar e aprender.
Com o passar dos anos, a educação escolar continua esse papel de forma mais sistemática. Você não nasceu sabendo falar e escrever, mas Deus concedeu a capacidade de desenvolver todas essas tarefas — e o potencial de aprendizado de alguém só se extingue com a morte física. Mesmo sem perceber, você continua incorporando novas ideias e ensinamentos ao longo de toda a vida.
Quando um casal resolve unir-se e morar debaixo do mesmo teto, uma nova fase se inicia em todas as áreas. Para que essa relação dê certo, é indispensável desenvolver habilidades como comunicar-se bem, entender as diferenças de ideias, sentimentos e opiniões, e ter a capacidade de decidir o que é mais e menos importante para o convívio harmônico.
A mulher, conforme os ensinos da Bíblia Sagrada, tem vários papéis para desempenhar no âmbito familiar. Um deles é estimular o desenvolvimento do marido em todas as áreas (Gênesis 2:18). Essa missão pode ser desempenhada seguindo-se cinco recomendações:
- Sujeitar-se: ao contrário do que muitas mulheres imaginam, sujeitar-se ao marido está longe de significar ser tratada como escrava. A sujeição de que trata Tito 3:5 tem a ideia de que a mulher tem participação secundária na missão do marido — assim como a igreja é sujeita a Cristo. Um homem que sente que sua mulher não lhe é sujeita tende a se sentir desrespeitado em seu papel de líder, o que pode levá-lo a desistir de cumprir suas próprias obrigações, como amar a esposa.
- Criar um clima agradável: ninguém evolui vivendo em um ambiente hostil. Mais do que manter a casa limpa e organizada, é fundamental que a mulher saiba produzir e manter um clima emocional tranquilo. Saber conversar sem gritos, posicionar-se sem ofender e garantir que suas vontades sejam atendidas sem drama ou chantagem são atitudes que garantem um clima amistoso, perfeito para que ambos evoluam como pessoas.
- Fazer o bem: em Provérbios 31:12, uma das características da mulher virtuosa exaltada é a bondade em relação ao marido. Fazer o bem para quem nunca nos entristeceu é fácil; a decisão de ser bondosa independentemente das circunstâncias é que demonstra maturidade emocional. "Gentileza gera gentileza" — quando o bem é feito sem esperar retribuição, a paz é garantida (Atos 2:44-47).
- Desprezar a inveja: a inveja é uma obra da carne, resultado da falta do Espírito Santo na vida da pessoa. Em contraposição, a mulher virtuosa de Provérbios 31 se alegra com o reconhecimento do marido — no versículo 23, ele é destacado por ser "conhecido nas portas e assentar-se entre os anciãos". Quando o esposo é reconhecido socialmente, a honra também é dada à sua mulher.
- Cuidar dos seus: em 1 Timóteo 5:8, o conselho é duro, mas realista — "se alguém não tem cuidado dos seus, principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel". Contribuir para que o marido tenha um bom relacionamento com Deus é fundamental para o sucesso espiritual de toda a família.
1 Pedro 3:7
A vida conjugal instável e problemática é um grande empecilho para uma vida cristã abundante. Por isso, faça sua parte na construção do altar doméstico de adoração a Deus: cuide bem do seu marido.
