
O modelo de sociedade que temos hoje está muito distante daquilo que o Senhor havia planejado para a raça humana. Todos os dias somos bombardeados com informações que demonstram toda a violência, promiscuidade, falta de caráter, bom senso e desamor consequentes da falta de Deus na vida das pessoas.
Há quem atribua todos estes males à falta de zelo por parte dos governantes. Outros dizem que é a falta de decência daqueles que deveriam se portar como ministros de Deus para fazer justiça. Contudo, creio sinceramente que seria impossível tornar a sociedade tão perversa e pecaminosa se antes as famílias – a célula-mãe – já não estivessem contaminadas profundamente com o pecado.
Se você nasceu e foi criado em uma família tradicional há cerca de 60 anos, sabes melhor do que eu que os conceitos repassados de pais para filhos eram muito diferentes do que vemos hoje. Roupas, modos, ideias e comportamentos que naquela época eram condenados com veemência, foram sendo suportados, depois aceitos e hoje em dia já são incentivados na mente dos nossos jovens.
Perdoem-me a sinceridade, mas a Bíblia dá respaldo para a ideia de que é impossível contaminar um todo sem que haja um pouco de fermento (1º Co. 5.6). Digo isto porque as mudanças maléficas da moral e da ética que vemos hoje não surgiram do dia para a noite.
Na verdade, se analisarmos a história recente vemos algumas mudanças que pareceram inofensivas, mas refletem hoje em um total degringolar dos padrões bíblicos.
A televisão, aliás como até hoje, teve um papel fundamental na popularização desse "modernismo". Em 1951 um "grande passo rumo a liberdade" foi dado: o primeiro beijo em uma novela. Já o teatro, para não barrar essa "evolução", inaugurou o primeiro beijo gay em 1961. Nas duas oportunidades a protagonista foi a atriz Vida Alves.
A história da moda, dentre outros momentos de grande destaque, teve um marco especial na década de 60 do século passado. O renomado estilista André Courrèges foi o grande nome que popularizou a minissaia. A partir daí, como se um grande passo em direção à liberdade feminina tivesse sido dado, as meninas brasileiras começariam a desfilar suas belas pernas nas ruas tendo a certeza de que seriam vistas com olhares de admiração e desejo.
Um pouco depois disso, em nome dessa "liberdade para ser feliz" a lei brasileira institucionalizou, em 1977, o divórcio como conhecemos hoje. Só a título de curiosidade: você sabia que, segundo dados do IBGE, entre 2005 e 2015 houve um crescimento de 160% no número de divórcios no Brasil?
Observando estes fatos sociais, você percebe como a mulher aos poucos foi se tornando cada vez mais uma figura atuante nas mudanças dos padrões? A busca desenfreada pela igualdade com o mundo masculino transformou aquelas que seriam mães de família em mulheres autônomas que buscam somente o que lhe é mais conveniente.
O problema disso tudo é que, na busca da tão sonhada posição de destaque, elas — e muitas de nós — abrimos mão de tudo aquilo que havia sido estabelecido para o nosso próprio bem.
No afã de querer ser valorizada como esposa, buscou-se o divórcio que deixou uma mácula moral e emocional nos filhos. Na busca pela liberdade de poder usar a roupa que quisesse, foi desprezado o senso de pudor que impedia o assédio moral e sexual tão comum nos nossos dias. Na luta pela oportunidade de ser uma líder no mercado de trabalho e da política, ignorou-se o papel mais virtuoso e importante de uma mulher: o de ser esposa e mãe.
Não quero aqui, de forma nenhuma, culpar as mulheres da sociedade por todos os problemas que temos, afinal, todos são responsáveis por esta decadência. Contudo, há que se deixar bem claro a nossa mea-culpa. Correndo o risco de ser tachada como machista, devo deixar claro o papel que Deus deixou para todas nós, quando criou Eva: Ajudadora.
Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.
Gênesis 2:18
Na narrativa bíblica, temos histórias que provam que, toda vez que a mulher quis extrapolar na sua função, o final foi desastroso. Não é porque ela é incapaz, não! O problema é que algumas verdades absolutas, como a de ser submissa e respeitadora do marido, foram relativizadas e desobedecidas — e estes pecados, mais do que desagradarem a Deus, expõem qualquer um às suas terríveis consequências.
Vejamos o exemplo de Jezabel que, ao ver a falta de hombridade de seu marido Acabe, quis tomar para si o papel de "chefe". O seu fim e o de toda a sua família não poderiam ter sido piores (2º Reis 9).
Outro exemplo são as esposas de Salomão que, mesmo tendo sido ele o rei mais sábio que o mundo já conheceu, deixaram o seu coração ser influenciado pela idolatria delas e provocaram nada menos do que a divisão do reino de Israel (1º Reis 11.11-13).
Não que não haja esperança para este mundo, pois a volta de Jesus Cristo é iminente, mas se queremos, enquanto mulheres que temem ao Senhor, ter o mínimo de moral para sermos respeitadas neste papel tão lindo, é preciso retornar ao que a Bíblia ensina. É preciso mais do que acreditar na existência de Deus. É preciso, sim, extrapolar os limites do "ridículo" e desejar ardentemente ser como Ana, Maria mãe de Jesus, Sara, Rebeca, Rute, Ester e tantas outras que deixaram não apenas um legado de bênção para sua família e gerações posteriores, como também ensinamentos que foram simplesmente eternizados nas páginas da Bíblia Sagrada.
