
De aprazível ela não tinha nada! Sua aparência rude e a tragédia espiritual que ela representava fez até o sol se esconder. Seu emblema, aquilo que a identifica, é a dor e a vergonha. Mesmo assim, é por ela, pela cruz que era minha, mas que foi carregada pelo Cristo, que tenho condições de contemplar o maior amor do mundo.
Jesus Cristo era envolvido pela glória do céu, algo que nem me atrevo a descrever, pois está acima de qualquer capacidade imaginativa humana. Mas por amor e propósito de salvação ele baixou ao nível mais baixo que poderia: morte, e morte de cruz. Como uma entrega completa dessa poderia não me atrair infinitamente? A salvação que não poderia vir de outro modo, veio. Como eu poderia simplesmente ignorar?
Dor, vergonha, culpa, pecado, inferno. É isso que a cruz representava, antes de ser vencida pelo meu Jesus. Agora, não mais! Graça, luz, perdão é tudo que sai dela e Daquele que a venceu. Posso ser santo, não por mim mesmo, nem pelas obras que faço ou deixo de fazer, mas porque escolhi trilhar o caminho com Ele, o caminho da cruz.
A vitória foi colocada ao meu alcance pela graça redentora. Por isso, assumo a vergonha do meu pecado, confio no poder que a cruz emana, aceito o amor que nela foi demonstrado e ando nessa vida sabendo que aqui não é o fim, como também nela não foi o fim de Cristo. Um dia, Ele vem me buscar e aquela glória que um dia foi despojada por Ele, será a minha também.
Essa mensagem pode ser dura, cruel, para alguns até sádica, mas é ela que devo levar por toda vida, dia após dia, amando e mostrando o poder desse amor que somente a cruz pode desvendar.
